Vênus


Página inicial

O Universo da Solidariedade Galáctica


 

 Dados físicos

·          Classificação: T8O7A4gft (antes da terraformação, T8O7A12v).

·          Raio da órbita: 108.210.000 km (0,723 U.A.).

·          Excentricidade: 0,007

·          Inclinação do eixo: 176º 9’

·          Período de revolução: 224,701 dias (0,615 anos) da Terra

·          Velocidade orbital: 35,1 km/s

·          Período de rotação: 20 h 40 min (após terraformação)

·          Diâmetro equatorial: 12.104 km (0,949 da Terra)

·          Achatamento: zero

·          Volume: 928 bilhões de km³ (0,86 da Terra)

·          Massa: 4,86 sextilhões de toneladas (0,815 da Terra)

·          Densidade: 5,25 g/cm³

·          Gravidade no equador: 8,86 m/s² (0,9 da Terra)

·          Velocidade de escape: 10,4 km/s

·          Satélites naturais: não tem

·          Ponto culminante: Monte Maxwell, 10.730 m sobre o nível do mar.

·          Pressão atmosférica (após terraformação): 900 milibares

·          Temperatura média (após terraformação): 20º Celsius

·          Área: 460.265.000 km², sendo 151.865.000 km² (33 %) de terras emersas e 308.400.000 km² (67 %) de mares.

 

Dados biológicos e sociais:

·          População: 5.559.893.567

·          PIB: 444 trilhões de cômputos

·         Composição étnica: novihumanos padrão 94%; novihumanos marinhos 2%, outros novihumanos 1%; outros hominídeos de origem terrestre 1%;  inteligências de origem extraterrestre 1%; inteligências artificiais 1%.

·         Principais línguas: tupi, quéchua, náuatl, tâmil, suaíli, ioruba,  haussa e português.

·          Calendário: ano de 260 dias venusianos, dividido em vinte meses de treze dias: Cipactli, Ehecatl, Calli, Cuetzpallin, Coatl, Miquiztl, Mazatl, Tochtli, Atl, Itzcuintli, Ozomatli, Malinalli, Acatl, Ocelotl, Cuauhtli, Cozcacuauhtli, Ollin, Tecpatl, Quiahuitl e Xochitl.

·         Os dias venusianos, que duram 0,864 dias terrestres, dividem-se em 100 ciclos venusianos de 864 tempos.

A Terraformação de Vênus

No século 20, Vênus era um inferno, com temperatura média da ordem de 460 ºC, uma atmosfera basicamente constituída de gás carbônico com pressão 92 vezes superior à da atmosfera terrestre e um período de rotação (retrógrado) de 243 dias terrestres, que resultava num “dia” local de 117 dias terrestres.

Quando a terraformação de Vênus foi sugerida pela primeira vez, ainda no início do século 20, estimou-se que isso demandaria 800 mil anos. Entretanto, os avanços da biotecnologia e da nanotecnologia ao longo dos séculos 21 e 22 reduziram essa expectativa para menos de mil anos e julgou-se que valia a pena começar. À medida que o processo avançou, novas técnicas tornaram possível acelerar ainda mais esse processo.

A terraformação iniciou-se no século 22. A atmosfera foi semeada com ilhas de espuma flutuante, impregnadas com nitrogênio e água, para oferecer um substrato para algas e protegê-las do ácido sulfúrico então presente nas nuvens. À medida que as algas consumiam a água e o nitrogênio, a espuma tornava-se alcalina, reagindo com o ácido para formar mais água e prolongar a vida da ilha.

À medida que as ilhas processavam o dióxido de carbono, baixando a temperatura, a altitude na qual o ácido se vaporizava foi descendo até que a chuva ácida atingiu a superfície e reagiu com seus minerais, o que neutralizou sua acidez. Quando a temperatura caiu abaixo de 100 ºC, começou-se a trazer gelo de cometas para criar mares, já no século 25.

Inicialmente, a expectativa era que Vênus passaria a ser um planeta relativamente habitável, mas estranho.  O dia 117 vezes mais longo que o da Terra significaria que o planeta se tornaria terrivelmente quente ao longo do dia e extremamente gelado à noite. No lado escuro, surgiria uma capa de gelo até o equador, continuamente se derretendo de um lado e avançando do outro. Os colonos teriam de criar uma civilização nômade e noturna, movimentando-se continuamente para permanecer sob a sombra da noite. Apenas nos pólos seria possível uma vida sedentária relativamente normal.

Entretanto, no século 25, a tecnologia dos campos de força já havia avançado a ponto de permitir imprimir ao planeta a rotação que se desejasse. Seis grandes estações orbitais foram colocadas em torno do planeta para transmitir energia cinética através de campos gravitacionais artificiais. Em mais um século, a rotação de Vênus tornou-se mais rápida que a da Terra, embora continuasse retrógrada. Vênus continuou sendo o único planeta em que o “norte” e o “sul” estão invertidos em relação à Terra.

Dos séculos 27 ao 33, os imigrantes chegaram em grandes números e a nova ecologia de Vênus foi gradualmente construída. Embora as proporções de terra e água e a vida microbiana tenham sido cuidadosamente calibradas para garantir a formação de uma camada permanente de nuvens refletoras sobre quase toda a sua superfície (exceto os pólos), reduzindo a absorção de energia solar, o planeta continuou sendo mais quente do que a Terra.

Caixa de texto:  
Neoiguanodonte venusiano
A temperatura média da zona equatorial é, por isso, 5º superior à da Amazônia ou da floresta do Congo. Em compensação, Vênus não tem estações, pois a inclinação do eixo de rotação (embora invertido) é muito pequena e sua órbita em torno do Sol é quase perfeitamente circular. Os dias também são um pouco mais curtos do que na Terra, o que ameniza um pouco as variações diárias de temperatura. Isso significa que a temperatura nas terras baixas do Equador venusiano fica permanentemente próxima de 35º C, a temperatura de um dia de calor em Manaus, mas raramente varia mais do que um ou dois graus para cima ou para baixo. As chuvas quase contínuas ajudam a suportar o calor. Além disso, as pessoas que habitam essa região vivem praticamente nuas.

Nas terras altas da zona equatorial e nas terras baixas das regiões polares, a temperatura é mais suave, mas igualmente estável, com médias girando em torno de 20º C. Nas terras altas das regiões polares (Lakshmi), a temperatura cai para 5 ºC a 15 ºC. Nos montes Maxwell e mesmo no alto de alguns picos equatoriais, a temperatura permanece abaixo de 0 ºC, permitindo a formação de neves eternas. Só nessas Caixa de texto:  
Neodinossauros domesticados desfilam em Afrodísia
regiões o céu não está permanentemente coberto de nuvens e é possível, ocasionalmente, observar as estrelas durante a noite.

A profundidade média dos mares de Vênus é de apenas 1.500 metros (contra 4.000 na Terra ou em Marte), de forma que seu volume total é apenas um terço daquele dos oceanos da Terra, embora sua extensão seja só um pouco menor. Por serem relativamente rasos e receberem muita irradiação solar, são bem mais ricos em vida animal e vegetal que os dos qualquer outro planeta habitado do Sistema Solar.

Vênus não tem lua, mas fica tão perto do Sol que suas marés são quase tão fortes quanto as da Terra e mais regulares: sobem e descem de acordo com a posição do astro-rei.

O clima quente e estável de Vênus hoje se assemelha ao da Terra do Mesozóico e, por isso, sua ecologia foi moldada de forma semelhante. Vênus está coberta de licopódios, samambaias gigantes, coníferas e outras plantas de rápido crescimento. Neodinossauros, grandes anfíbios e grandes insetos modificados por engenharia genética a partir da fauna terrestre completam a paisagem.

Embora se assemelhem muito aos dinossauros do mesozóico terrestre, os neodinossauros venusianos são mais evoluídos e inteligentes. Muitos deles foram domesticados e podem ser vistos até nas ruas das maiores cidades.

Vênus possui 32 estações interestelares em órbita geoestacionária a 35.711 km de seu centro e 29.659 km de sua superfície. Como na maioria dos outros planetas habitados, os viajantes interestelares desembarcam nessas estações e, após passarem pela inspeção sanitária, são teletransportados para a superfície.

Regiões de Vênus

Vênus tem uma estrutura federal semelhante à da Terra: os distritos se agrupam em estados, estes em federações e estas em sete confederações, baseadas em regiões naturais às quais foram dados nomes de antigas deusas terrestres:

Lakshmi – Tem altitude média de 3.500 metros e inclui o monte Maxwell, ponto culminante de Vênus a 10.730 m acima do nível do mar. Sua altitude elevada e sua localização polar a fazem de Lakshmi a região mais fria de Vênus. Foi colonizada principalmente por imigrantes de origem quéchua, aimara e mapuche. Tem 9.220.375 km² de área e população de 680 milhões. Sua capital é Chaskamarka, com 50 milhões de habitantes.

Ishtar – Formada pelas terras baixas em volta do altiplano de Lakshmi, tem uma temperatura mais amena. Foi povoada por descendentes de méxicas e outros indígenas da América Central. Tem 8.135.625 km² de área e população de 760 milhões. Sua capital é Aztlán, com 100 milhões de habitantes.

Tétis – Inclui as terras altas do continente de Afrodite, com altitude média de 2.000 metros e cadeias de montanhas que superam os 6.000 m – incluindo o vulcão monte Maat, com 9.087 metros de altura. Com clima tropical relativamente seco, foi povoada principalmente por descendentes de bosquímanos e hotentotes sul-africanos, por papuas e por aborígines australianos. Sua área é de 21.695.000 km² e sua população de 800 milhões. A capital é Khoisan, com 30 milhões de habitantes.

Afrodite – Abrange as terras baixas do continente de Afrodite, que formam a região mais quente, chuvosa e pantanosa de Vênus. Seus povoadores descendem principalmente de indianos, africanos e malaios. A área é de 54.237.500 km² e sua população de um bilhão. A capital é Hiranipura, com 300 milhões de habitantes.

Devana – Tem seu ponto culminante no Monte Téia, com 6.087 m. Região na maior parte extremamente quente, mas que inclui terras altas de clima mais ameno. Foi povoada por descendentes de maias, tupis, guaranis, caribes e indígenas da Amazônia terrestre. A área é de 32.542.500 km² e a população de 740 milhões. A capital é Nova Manoa, com 50 milhões de habitantes.

Lada – Região de clima subtropical fresco perto do pólo sul. Seus povoadores são navajos, iroqueses, utes, dakotas, comanches e outros indígenas da Colômbia do Norte. A área é de 19.525.500 km² e a população de 720 milhões. A capital é Naatsis'áán, com 20 milhões de habitantes.

Iemanjá – Formada pela Península Alfa, que se projeta do continente de Lada, pelas ilhas mais próximas e pelos mares de Vênus, para além do limite de 20 km a partir das costas. A área terrestre é de 6.508.500 km², com uma população  de 250 milhões, mas os mares de Vênus, com 308.400.000 km² e 600 milhões de moradores, também participam dessa federação, povoada por brasileiros, malaios e polinésios. O clima é em geral muito quente, mas sua capital Afrodísia, construída a cerca de 1.500 m de altitude, tem clima relativamente agradável e é também a sede do governo planetário venusiano. Tem 100 milhões de habitantes.